A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou a adoção de política do Comitê Olímpico Internacional (COI) que restringe a participação na categoria feminina a atletas do sexo biológico feminino. A regra será aplicada em competições nacionais de quadra e praia, exigindo teste para o gene SRY.
A elegibilidade das atletas será verificada por meio de teste para o gene SRY, ligado ao desenvolvimento sexual masculino. Para competir na categoria feminina, as atletas precisam apresentar resultado negativo. A CBV estabeleceu exceções para condições raras de desenvolvimento sexual, que devem ser avaliadas por especialistas.
A norma entra em vigor na temporada 2026/2027 da Superliga A e B, e também cobre a Supercopa de 2026, Copa Brasil de 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia de 2027 e CBVP Challenger de 2027. A recusa em realizar o teste não configura infração disciplinar, mas impede a disputa das competições.
A mudança afeta a jogadora Tifanny Abreu, oposta do Osasco desde 2021. O clube informou ter sido surpreendido pela decisão e está analisando a norma juridicamente, embora tenha manifestado apoio à atleta. O torneio estadual não segue a nova regra da CBV.


