O Irã contestou a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de o Estreito de Ormuz se tornar território americano. O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, afirmou que o estreito continuará sob comando de Teerã. A disputa ocorre em um contexto de tensão diplomática e relatos de ataques a embarcações na rota marítima.
Gharibabadi declarou em uma publicação na noite de sexta-feira (14) que o estreito “foi iraniano, é iraniano e continuará iraniano”. Ele acrescentou que tal área não poderia ser tomada por um porta-aviões ou por um discurso eleitoral. A fala respondeu a Trump, que havia dito que declararia o estreito território dos EUA após a derrota do Irã.
Em paralelo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, declarou que não há negociações em curso entre Washington e Teerã. Araghchi explicou que Catar e Paquistão trocam mensagens entre as partes, mas isso não significa retomada formal do diálogo.
A instabilidade no estreito é reforçada por relatórios recentes. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou neste sábado ter recebido um relato verificado de que um navio graneleiro foi atingido por um projétil desconhecido. Desde junho, navios que atravessam a rota têm sofrido ataques por projéteis iranianos.
Washington mantém sanções econômicas contra Teerã. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo aplicará medidas econômicas inéditas, incluindo o bloqueio no Estreito de Ormuz. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, confirmou que as Forças Armadas americanas podem manter o bloqueio naval por tempo indeterminado.

