Os talibãs comemoram neste sábado, dia quinze de agosto, o quinto aniversário de seu retorno ao poder no Afeganistão. O movimento reivindica independência e segurança, mas a Organização das Nações Unidas aponta que a população enfrenta restrições sufocantes, principalmente as mulheres.
Cabul recebeu bandeirolas e cartazes nas ruas, proclamando que o dia marca o hasteamento da bandeira do Emirado Islâmico do Afeganistão. O porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid, declarou que o dia da vitória ficaria gravado na história do país. Em agosto de dois mil e vinte e um, os insurgentes entraram em Cabul sem resistência.
O ministro das Relações Exteriores talibã, Amir Khan Muttaqi, afirmou que o capítulo da guerra terminou e pediu que os americanos reabram embaixadas e invistam. O governo destaca o fortalecimento da segurança e a autossuficiência econômica, apostando na mineração.
Apesar do crescimento econômico de quatro vírgula oito por cento em dois mil e vinte e cinco, o padrão de vida caiu. O Banco Mundial atribui isso ao retorno de mais de seis milhões de afegãos do Irã e do Paquistão desde dois mil e vinte e três. Cerca de quatorze milhões de afegãos sofrem de fome aguda, segundo a ONU.


