O Discord enviou à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) os esclarecimentos solicitados após a determinação que suspendeu as transmissões ao vivo na plataforma no Brasil. A medida, imposta pela ANPD na quarta-feira, 12, permanece até a comprovação de mecanismos efetivos de proteção a crianças e adolescentes.
A empresa afirmou no documento que possui recursos para proteger crianças e adolescentes. Entre os mecanismos citados, o Discord mencionou a verificação de idade, que restringe contas automaticamente quando a idade do usuário não é confirmada. A plataforma também apresentou a Central da Família, ferramenta de controle parental que permite aos responsáveis acompanhar servidores, lista de amigos e tempo de uso, além de restringir interações com desconhecidos.
A suspensão das lives ocorreu em meio à repercussão de um caso envolvendo uma adolescente de treze anos, que teria sido induzida por um grupo a cometer suicídio durante uma transmissão. O Discord explicou que a transmissão que gerou a decisão ocorreu em um grupo privado.
A plataforma justificou que a criptografia das chamadas de voz e vídeo impede monitoramento direto do conteúdo, dependendo de denúncias de usuários, inteligência artificial e comunicação das autoridades. Segundo a empresa, avaliações técnicas preliminares indicam que o ato não foi transmitido pelo Discord, mas sim em outras plataformas.
A empresa informou que removeu o canal e suspendeu as contas envolvidas menos de vinte e cinco minutos após ser comunicada sobre o caso, repassando dados aos investigadores. O Discord pediu à ANPD que o episódio seja tratado como isolado, sustentando ter adotado as medidas emergenciais cabíveis.

