Jellie Whitehurst costurou os trajes dos Blue Angels, pilotos da Marinha dos Estados Unidos, por quase quarenta anos. A costureira descobriu recentemente que o contrato foi transferido para uma empresa de defesa sediada na Virgínia.
A costureira, proprietária da The Sewing Box, em Pensacola, Flórida, afirmou ter sido surpreendida quando um oficial da equipe de aviação a informou da mudança. Ela disse que a perda do contrato foi devastadora, pois sempre trabalhou em contato direto com os pilotos, que a apresentavam como fornecedora exclusiva.
A comandante Amber Lewis, porta-voz do Navy Supply Systems Command, explicou que Jellie Whitehurst havia comunicado aos Blue Angels em janeiro sua intenção de se aposentar. Após isso, iniciou-se um processo formal de publicação de propostas, que resultou na concessão do contrato à Aquila International, em 14 de maio.
Documentos anteriores mostravam que a The Sewing Box era uma pequena empresa de propriedade de uma mulher e de uma minoria. A nova empresa, sediada em Dulles, Virgínia, recebeu o contrato de cinco anos no valor de 1,69 milhão de dólares. Segundo a militar, a escolha se deu pela proposta que ofereceu o melhor valor para o governo.
Whitehurst detalhou que o processo era artesanal: ela desenhava moldes em papel-cartão e costurava os trajes em Nomex resistente a chamas. Cada uniforme leva cerca de cinco horas e meia para ser feito, com um custo estimado de 850 dólares por peça. A costureira ainda busca aconselhamento jurídico sobre a possibilidade de reverter a decisão da Marinha.

