A mulher de trinta e oito anos, que se passou por uma criança de doze anos para ser adotada em Joinville, Santa Catarina, enfrentará uma audiência de instrução e julgamento na próxima quarta-feira, dia 19. Ela é acusada dos crimes de estelionato e falsa identidade.
A sessão ocorrerá presencialmente na cidade onde o caso aconteceu e incluirá depoimentos da acusação, da defesa e da própria ré. A defesa da mulher afirmou, em nota, que demonstrará a inocência dela, evidenciando fragilidades na acusação.
O engodo começou quando a mulher, que tinha trinta e sete anos na época, enganou uma família em Joinville. Ela passou catorze meses sendo tratada como filha, recebendo cuidados diários. Segundo a Polícia Civil, para sustentar a farsa, ela chegou a usar chupeta e mamadeira.
A ré se apresentava como “Gabriele” e alegava ter fugido do Pará por maus-tratos. Para reforçar a história, ela afirmava ser autista e possuir problemas de saúde que afetavam sua aparência madura. O crime foi descoberto em dois de junho, quando a mulher foi presa em flagrante na residência da família.
Após a prisão, a Polícia Civil encaminhou inquérito ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O MPSC denunciou a ré por estelionato e falsa identidade, e o caso se tornou um processo criminal após o Poder Judiciário aceitar a denúncia.


