O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o teste FIT, um exame imunoquímico fecal, em 10 de agosto de 2026. O procedimento visa o rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres sem sintomas, com idade entre 50 e 75 anos.
A Portaria, divulgada no Diário Oficial da União, especifica que o teste detecta sangue oculto nas fezes. Ele não se destina à investigação de pessoas com suspeita clínica da doença. O Ministério da Saúde havia anunciado a inclusão do exame em um novo protocolo de rastreamento em maio.
De acordo com dados do órgão, o FIT possui sensibilidade de 85% a 92% para identificar alterações. Essa medida pode alcançar mais de 40 milhões de brasileiros na prevenção e detecção precoce. Atualmente, o câncer colorretal figura como o segundo tipo mais frequente no país, excluindo tumores de pele não melanoma.
O teste permite que o paciente colete a amostra em casa e envie para análise laboratorial, sem exigir preparo intestinal ou dieta restritiva. Caso o resultado indique sangue oculto, o paciente é encaminhado para exames complementares.
Apesar das vantagens do FIT, o Ministério da Saúde mantém a colonoscopia como método principal para avaliar o intestino, pois permite a visualização direta do cólon e reto e a retirada de pólipos.


