O grupo responsável pelas Lojas Marabraz protocolou um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, no último sábado. A petição reúne cinco sociedades e apresenta um passivo total de R$ 140,188 milhões.
O documento, assinado pelo escritório Campana Pacca Advogados, alega que a crise do grupo é de natureza financeira e de liquidez. Segundo a petição, a operação da Marabraz mantém relevância no mercado, mas a companhia teve problemas para acessar linhas de crédito para capital de giro.
O processo inclui as sociedades Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços. Os requerentes atuam sob controle comum e possuem quadro societário majoritariamente composto pelos mesmos sócios.
A empresa atribui a deterioração das condições de financiamento à ruptura de estrutura familiar. Antigamente, imóveis da holding familiar eram usados como garantia em operações de crédito, facilitando o acesso a financiamento. Disputas familiares alteraram essa dinâmica.
O grupo, que atua há mais de sessenta anos no varejo, solicitou medidas urgentes, como a liberação imediata de recursos bloqueados e a manutenção de serviços essenciais, como energia elétrica e telefonia, para permitir a continuidade da operação.


