O goleiro do Corinthians sofreu ofensas racistas de torcedores do Rosario Central durante partida na Argentina. O clube paulista solicitou investigação e punição pelos atos. Em resposta, o Rosario Central anunciou uma apuração interna e acusou torcedores corintianos de atos de natureza diferente.
As ofensas dirigidas ao atleta incluíram termos pejorativos como “macaco” e “mono”, segundo relatos. O Corinthians pediu que os órgãos competentes investigassem os incidentes e aplicassem as devidas punições.
O Rosario Central emitiu nota oficial sobre o ocorrido. O clube informou que fará uma investigação interna. Ao mesmo tempo, acusou a torcida do Corinthians por exibir cédulas de peso argentino, vista como deboche à economia local, e por mostrar uma camisa da seleção espanhola, considerada provocação.
A nota comparou os episódios, mas defendeu que o racismo racial constitui crime em diversos países e viola protocolos da Conmebol e da FIFA. O clube afirmou que a exibição de pesos argentinos configura provocação econômica, e não discriminação racial.
A instituição argumentou que os atos de torcida corintiana se enquadram em rivalidade esportiva, passíveis de punição por desordem, mas que são de outra categoria que o racismo.


