A delegação mediadora do Hamas confirmou, neste domingo, ao enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Jared Kushner, o compromisso com o início da segunda fase do plano de paz para a Faixa de Gaza. O acordo, traçado pelo presidente Donald Trump, prevê o desarmamento das milícias palestinas e a retirada das forças israelenses do enclave.
O encontro ocorreu no Egito, onde o chefe do politburo do Hamas, Jalil al Haya, reiterou a concordância com o roteiro. O grupo afirmou em comunicado que o acordo visa um cessar-fogo permanente, a retirada total do exército de ocupação e a garantia de ajuda humanitária urgente.
O Hamas exigiu que os Estados Unidos garantam os termos acordados em Sharm el-Sheikh e fiscalizem a retirada das tropas israelenses paralelamente ao desarmamento das milícias. O movimento também denunciou Israel e seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, por rejeitar o roteiro de paz.
A recusa de Netanyahu em aceitar a retirada gradual tem sido um entrave ao plano liderado pelos EUA. Fontes americanas indicaram na semana passada que o anúncio do primeiro-ministro possuía intenções eleitorais visando as eleições de outubro em Israel. Kushner buscou assegurar que Israel manterá os termos do plano.


