O Ministério da Justiça determinou sigilo sobre a lista de policiais federais cedidos a tribunais. O ofício, enviado em junho, foi visto por membros da Polícia Federal e do Judiciário como uma ação do governo para afetar o gabinete de um ministro do Supremo Tribunal Federal.
A pasta negou repetidamente, inclusive em nota assinada pelo ministro da Justiça, o envio de dados sobre o ofício. Wellington César Lima e Silva alegou que o retorno dos servidores à Polícia Federal, determinado há dois meses, ainda está em fase preparatória de instrução e deliberação administrativa.
O documento, enviado a diversos tribunais, incluiu a justificativa de que a devolução dos policiais atende a uma diretriz presidencial para fortalecimento da segurança pública. Em abril, o presidente afirmou ter determinado o retorno de delegados que estariam atuando no combate ao crime organizado.
Integrantes da Polícia Federal consideram a ação uma retaliação ao gabinete do ministro do STF. Há relatos de que o ministro da Justiça se reuniu com o ministro do STF para tentar diminuir a tensão entre a Corte e a PF, especialmente em relação a investigações envolvendo o filho do presidente.


