O candidato Alexandre Kalil (PDT) criticou o Programa de Parcerias de Investimento (Propag) e cobrou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) pela aprovação do acordo no Senado. Kalil afirmou que o programa pode gerar um impacto de R$ 165 bilhões nas contas de Minas Gerais ao longo de cinco anos.
Kalil questionou Azevedo sobre a aprovação do Propag, dizendo: “Você aprovou o Propag, você aprovou sem ler?”. Em resposta, o senador Azevedo defendeu a medida, comparando-a a um “câncer, um mal necessário que você precisa tomar a quimioterapia”.
O ex-prefeito de Belo Horizonte também declarou que a situação fiscal tornou a administração do estado difícil, afirmando que Minas Gerais ficou “ingovernável pelo Propag”. Azevedo sugeriu que o próximo governador dialogue com o presidente para discutir a dívida, propondo também revisão de isenções fiscais e combate à sonegação.
Outros parlamentares apresentaram visões distintas sobre a dívida. Flávio Roscoe (PL) propôs levar a bancada mineira a Brasília para pressionar por renegociação com a União. Em contraste, Mateus Simões (PSD) defendeu o acordo, alegando que a dívida passou a caber no fluxo financeiro do estado após o pagamento de R$ 13 bilhões.
Gabriel Azevedo (MDB) apoiou o cumprimento do Propag, defendendo o equilíbrio das contas sem afetar serviços essenciais. Ele também sugeriu a criação de uma agência para fiscalizar o gasto público estadual.


