A campanha presidencial de 2026 começou neste domingo, 16 de agosto, com Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro definindo estratégias distintas. Lula usará o legado de seu governo para se opor ao bolsonarismo, enquanto Flávio buscará retratar o projeto petista como esgotado.
Integrantes da campanha de Lula afirmam que o presidente focará nos resultados de sua gestão. A narrativa buscará contrastar o país herdado de Jair Bolsonaro com o cenário que Lula propõe ao final do mandato. A soberania nacional também será um ponto de defesa do candidato, segundo a equipe.
A estratégia de Lula também inclui explorar vulnerabilidades de Flávio Bolsonaro. A campanha pretende mencionar o caso das rachadinhas em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, arquivado em 2022. Outros temas incluem a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília e nomeações de familiares.
Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro visa argumentar que a tentativa de Lula de buscar um quarto mandato não traz novidades ao eleitor. Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha do senador, disse que o projeto petista já venceu o prazo de validade. Aliados de Flávio recomendam que o ataque ao adversário seja combinado com uma imagem mais moderada.
A disputa também marca o primeiro teste das regras do Tribunal Superior Eleitoral sobre inteligência artificial. A equipe de Lula, por exemplo, demonstra resistência ao uso de conteúdos sintéticos nesta fase inicial da campanha.


