Em debate realizado em Minas Gerais, a questão das isenções fiscais concedidas a empresas foi um ponto de divergência entre os candidatos. Cleitinho Azevedo e Gabriel Azevedo defenderam a revisão dos benefícios, enquanto Flávio Roscoe alertou que a medida pode afastar empresas do estado.
Cleitinho Azevedo, do Republicanos, ligou o tema à dívida do estado e afirmou que Minas Gerais precisa aumentar receitas antes de assumir novos compromissos. Ele declarou que é necessário acabar com as isenções, pois o estado não pode deixar de arrecadar se estiver com dívidas. O parlamentar também solicitou maior fiscalização contra sonegação e cortes de despesas.
Gabriel Azevedo, do MDB, adotou posição similar, defendendo a revisão dos subsídios empresariais e exigindo mais transparência sobre quem recebe os benefícios. Ele questionou o tratamento desigual entre grandes companhias beneficiadas e pequenos contribuintes, apontando que bilhões deixam de ser arrecadados.
Alexandre Kalil, do PDT, criticou o volume das renúncias, classificando a situação fiscal como “alarmante”. O candidato apontou que a falta de transparência sobre as empresas beneficiadas é o problema mais grave, avisando que a manutenção das isenções pode ampliar o rombo em cinco anos.
Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg e candidato do PL, contestou as propostas de redução. Ele disse que atacar os incentivos fiscais sem conhecimento do mecanismo pode levar as empresas a migrarem suas atividades para outros estados, defendendo que a reforma tributária prevê o fim gradual desses benefícios.


