Pablo Marçal, influenciador político, foi condenado à inelegibilidade por vender apoio em campanha eleitoral de 2024. O juiz fundamentou a decisão em abuso de poder econômico e político, além de captação ilícita de recursos.
A condenação decorre de oferta feita em vídeos divulgados nas redes sociais. Marçal ofereceu-se para gravar materiais de divulgação de candidatos a vereador por cinco mil reais. Ele alegou, em transmissão ao vivo, que recorrerá da sentença, afirmando que a materialização dos vídeos foi impedida pela equipe jurídica de uma campanha.
O magistrado Antonio Maria Patiño Zorz, da Primeira Zona Eleitoral, declarou a inelegibilidade por abuso de poder econômico e político. A sentença mencionou que a oferta foi aceita por candidatos que fizeram doações confirmadas, o que teria potencial para afetar a integridade do pleito.
O juiz também afirmou que Marçal disseminou notícias falsas sobre o fundo partidário. Segundo o magistrado, o influenciador se colocou de forma distorcida como vítima de um sistema eleitoral desleal que impediu o uso de financiamento público.
Pablo Marçal concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024, obtendo 1.719.274 votos, o que representou 28,14% dos votos válidos. A decisão, tomada em primeira instância, permite recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.


