O número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,7, ocorrido no sábado, 15, na ilha de Flores, sudoeste da Indonésia, subiu para 68. Autoridades locais estimam que cerca de 13.000 pessoas ficaram desabrigadas após o evento.
O sismo, que também deixou mais de cem feridos, não registrou desaparecidos. Após o terremoto, a província de Nusa Tenggara Oriental sentiu aproximadamente 1.600 réplicas, segundo informações de agências de comunicação.
Milhares de pessoas buscaram abrigo em escolas, delegacias e repartições públicas. Este desastre se compara ao mais mortal desde o terremoto de 2022, ocorrido em Java Ocidental. A organização Save the Children informou que mais de 8.000 crianças enfrentam interrupção na educação na região sul do país.
Mais de novecentos imóveis foram danificados pelo terremoto e pelas réplicas. Infraestruturas essenciais também sofreram impacto, afetando 87 estabelecimentos de ensino e 18 unidades de saúde, o que interrompeu serviços básicos.
Fadli Usman, diretor de Ação Humanitária e Resiliência da Save the Children Indonésia, declarou que o evento agravou vulnerabilidades existentes. Ele afirmou que proteger as crianças exige investimento sustentável além da assistência imediata.


