O prazo concedido pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para que o Discord suspenda transmissões ao vivo, ou “lives”, no Brasil encerra nesta segunda-feira, 17. A medida segue após um caso de suicídio transmitido ao vivo pelas redes sociais, e o órgão federal considera que a plataforma não possui mecanismos para proteger menores.
A ANPD determinou três dias úteis para a suspensão, contando a partir de quinta-feira, 13. A partir de terça-feira, 18, o Discord precisa provar que interrompeu as transmissões até que revise seus protocolos de segurança, sob pena de receber multas.
A plataforma afirmou na semana passada que investe em segurança, mas admitiu falhas no monitoramento ao governo. Segundo a ANPD, a exigência é preventiva, visto que os representantes do Discord não comprovaram ter sistemas suficientes de proteção, conforme exige o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) Digital.
Dados da Safernet indicam um aumento de 54% nas denúncias envolvendo o Discord entre janeiro e julho deste ano, totalizando 406 registros, contra 264 no mesmo período de 2025. A organização relata que o serviço está bloqueado em países como Rússia, Turquia e Irã.


