O surto de Ebola na República Democrática do Congo tornou-se o mais mortal do país. O número de óbitos atingiu 2.325, superando o pior surto anterior, enquanto quase cinco mil infecções foram confirmadas desde maio, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública.
A epidemia registra uma taxa de morte de um caso a cada 28 minutos na última semana. Tom Fletcher, Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, avisou na sexta-feira que o vírus está vencendo na região. Ele afirmou que a resposta precisa ser ampliada substancialmente para conter a disseminação.
Fletcher anunciou um aporte adicional de 30,5 milhões de dólares do Fundo Central de Resposta a Emergências da ONU. Este valor soma-se aos 24 milhões de dólares já destinados ao Congo e países vizinhos. A ONU enviou mais vinte funcionários humanitários para o epicentro do surto.
A pressão da doença afeta o sistema de saúde fragilizado. Hospitais na província de Kivu do Norte ficaram lotados com pacientes suspeitos de Ebola. A Organização Mundial da Saúde relatou que o Ebola infectou pelo menos 155 profissionais de saúde e matou 45 até o dia 9 de agosto.
Médicos Sem Fronteiras informou que a mobilização de recursos para o Ebola coloca em risco o tratamento de outras doenças, como sarampo e cólera. O Congo registrou 108.643 casos suspeitos de sarampo e 35.464 de cólera até o dia 19 de julho.


