A Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial com dívidas totais de R$ 17,3 bilhões. O processo abrange cerca de 28 mil credores, incluindo bancos, fornecedores e fundos de investimento.
A maior parte do passivo, somando R$ 16,4 bilhões, é classificada como quirografária, ou seja, sem garantia real, como os débitos com fornecedores. Dívidas de natureza trabalhista totalizam R$ 754,5 milhões. A seguradora Zurich Minas Brasil Seguros figura entre os credores, com um débito de R$ 1,97 bilhão.
Entre os fornecedores listados, a Samsung possui R$ 937,6 milhões a receber. Outras empresas no ranking incluem Electrolux, com R$ 700 milhões, e Whirpool, com R$ 635,9 milhões. No setor financeiro, o Bradesco tem R$ 655,6 milhões a receber, além do Banco do Brasil, que deve R$ 598,1 milhões.
A empresa justificou o pedido de reestruturação alegando enfrentar a “pior crise financeira desde a fundação”. O grupo aponta que o aumento da taxa Selic a partir de 2021 afetou severamente sua operação, que depende do crediário. A carteira de crediário registrou R$ 6,3 bilhões entre abril e junho.
A crise não é nova. Em 2023, a companhia já havia implementado um plano de reestruturação, que envolveu o fechamento de 55 lojas e a demissão de 8,6 mil funcionários. Recentemente, foram anunciados o fechamento de 298 lojas e a demissão de cerca de 3 mil funcionários.


