O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira, dia 17, que o Brasil adote uma postura de repúdio à irresponsabilidade fiscal, similar àquela usada contra a inflação alta. A fala ocorreu durante a 27ª Conferência Anual Santander, onde Durigan argumentou que a construção de consensos políticos exige uma bandeira comum de responsabilidade nas contas públicas.
Durigan mencionou a experiência da hiperinflação nos anos 1980, classificando a estabilidade monetária como um “ganho civilizacional” que o país não deve abandonar. Segundo o ministro, o próximo passo é estender esse padrão de intolerância para decisões fiscais sem lastro. Ele afirmou que o governo busca debater no Congresso, tribunais e entre governadores e prefeitos a necessidade de barrar medidas sem fonte de receita.
O ministro destacou que a reforma tributária faz parte do esforço de organização das contas no médio e longo prazo. Ele informou que a legislação incluiu travas que devem reduzir a pressão dos gastos obrigatórios em cerca de R$ 10 bilhões no próximo ano. Além disso, Durigan apontou a dívida pública, mas também o endividamento de empresas e famílias, como foco de atenção.
Durigan enfatizou que a trajetória fiscal do Estado é determinante para a sustentação da discussão econômica. Ele citou boas práticas, como arcabouço fiscal que exige estimativas plurianuais para propostas no Legislativo e no Executivo. O ministro concluiu que, assim como com a inflação, o país não tolerará irresponsabilidade fiscal no futuro.


