A Rússia utiliza drones Geraň, originalmente inspirados em modelos iranianos, e os aprimora com motores chineses. Os novos modelos alcançam velocidades superiores a 500 km/h e a produção em Tatarstán é planejada para atingir milhares de unidades mensais.
Desde o início da invasão integral da Ucrânia, Moscou empregou drones Geraň-2, aeronaves de rotor com capacidade de carregar até cinquenta quilos de explosivos e atingir 185 km/h. A evolução do sistema levou ao desenvolvimento de variantes mais rápidas, impulsionadas por motores elétricos chineses, conforme informações divulgadas por fontes militares ucranianas.
O modelo Geraň-4, por exemplo, usa um motor elétrico mais potente e consegue atingir até 500 km/h, transportando cinquenta quilos de explosivos a uma distância de 850 km. O mais recente, Geraň-5, abandona o formato delta tradicional, parecendo um míssil guiado, e pode carregar uma ogiva de noventa quilos, além de mísseis R-73 para defesa.
A produção dessas novas versões ocorre em uma zona econômica especial em Alabuga, no Tatarstán, em uma fábrica construída com tecnologia transferida pelo Irã. Segundo a inteligência militar ucraniana (HUR), a produção em série dos tipos Geraň-4 e Geraň-5 já começou, com planos de expansão do uso militar.
O pluriplano de uso dos drones é reforçado por outros ataques, como os mísseis S8000 Banderol, que partem do Crimeu. Esses mísseis, com alcance de 500 km e velocidade de até 560 km/h, visam infraestrutura ucraniana, como portos e silos de grãos.


