O ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, admitiu uma ação do partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice Geraldo Alckmin. O questionamento refere-se a suposto abuso de poder econômico e uso indevido de comunicação durante o Carnaval de 2026.
A denúncia foca no desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado em quinze de fevereiro, na abertura do Grupo Especial na Sapucaí. O samba-enredo, intitulado “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, fez homenagem ao presidente, detalhando sua trajetória pessoal e política.
Segundo o Novo, a apresentação funcionou como promoção eleitoral do presidente, pré-candidato à reeleição, utilizando financiamento público e ampla exposição em plataformas de comunicação. O desfile teria recebido R$ 9,65 milhões de recursos de municípios e do Estado do Rio de Janeiro.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral avaliou a denúncia e considerou que os fatos podem caracterizar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. Ferreira determinou que Lula e Alckmin apresentem defesa no prazo de cinco dias, mas ainda não houve análise do mérito.
A coordenadoria de campanha do PT informou que o Novo apresentou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e que a admissão do processo é um ato burocrático. A Secretaria de Comunicação da Presidência não retornou à reportagem sobre o posicionamento do governo.


