Um jato de prefixo PR-PSE, avaliado em R$ 120 milhões, chegou a Brasília. A aeronave foi apreendida no Paraguai em ação conjunta da Polícia Federal e da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai. O destino do avião será definido pela Justiça.
O jato foi comprado por um empresário em junho de dois mil vinte e três e está registrado em nome da Viking, holding patrimonial. O veículo, um Gulfstream modelo GV-SP fabricado em dois mil dez, era o mais caro da frota da Viking, que contava com três aeronaves. A matrícula possui duas ordens judiciais de bloqueio, impedindo venda ou transferência.
A investigação, conduzida pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal, apura um esquema de fraudes financeiras no Banco Master. A Polícia Federal relatou que o empresário teria sido responsável pela criação de documentos falsos para mascarar patrimônio e atrair investimentos. A organização teria cometido lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.
Desde a prisão do empresário em março deste ano, o avião realizou dezesseis voos internacionais. Os deslocamentos ocorreram para a América do Sul, Europa, Oriente Médio e Estados Unidos, sem passar pelo Brasil, conforme dados de localização da aeronave. A defesa do empresário não forneceu explicações sobre o uso do jato, e não há registros públicos dos passageiros.


