A Justiça gaúcha condenou a 13 anos e meio de prisão um dos envolvidos em esquema de adulteração de leite no interior do Rio Grande do Sul. A sentença, proferida pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Guaporé, refere-se à fraude que aumentava o volume do produto com adição de água e químicos.
O esquema utilizava ureia contendo formaldeído, soda cáustica, sal e açúcar para alterar as características do leite, mascarando irregularidades de qualidade. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o condenado atuava em um posto de resfriamento local, exercendo funções de recebimento e carregamento.
O réu foi sentenciado por três crimes previstos no artigo 272 do Código Penal. A pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado, mas ainda cabe recurso em liberdade. A operação contra a fraude teve início em 2013, com a prisão de oito investigados em municípios do Noroeste, Norte e Serra gaúcha.
A investigação do MPRS, que se estendeu por diversas fases, também apontou para a aquisição de mais de 100 toneladas de ureia para o processo fraudulento. Em uma etapa posterior, em dezembro de 2024, o foco se voltou para uma indústria em Taquara, no Vale do Paranhana.


