Uma organização pró-vida recusa pedidos de remoção de reportagens sobre aborto e de retratações após advogados de defensores dos direitos reprodutivos acusarem a entidade de publicar alegações falsas. Os representantes da organização afirmam que a cobertura se enquadra em discurso constitucionalmente protegido.
A Thomas More Society, que representa a organização Live Action, declarou que a maior parte da cobertura contestada é fala protegida pela Constituição. A entidade sinalizou que está preparada para defender a Live Action em tribunal caso a disputa avance. O escritório de advocacia rejeitou pedidos para deletar arquivos, publicar retratações amplas ou aceitar restrições futuras.
Peter Breen, vice-presidente executivo e chefe de litígios da Thomas More Society, disse à imprensa que o conflito levanta uma questão fundamental de liberdade de expressão. Segundo Breen, decisões judiciais anteriores já determinaram que não há ilegalidade em chamar o aborto de ‘matança’.
A Amplify Legal, que representa treze pessoas citadas em matérias da Live Action, acusou a organização de divulgar fatos incorretos sobre gestações, diagnósticos fetais e condições médicas. Os representantes exigiram a retirada de artigos e postagens em redes sociais, além de um pedido de desculpas público.
Lila Rose, fundadora e presidente da Live Action, afirmou que a organização não mudará sua linguagem. Ela declarou que o aborto é um ato de morte e que os americanos têm direito de expressar isso sem medo de processos, mantendo o uso do termo em suas ações.


