Quarenta e cinco por cento dos eleitores brasileiros consideram possível interferência estrangeira nas eleições de 2026, segundo levantamento da Quaest. A pesquisa ouviu dois mil e quatro eleitores com idade igual ou superior a dezesseis anos entre os dias dez e treze de agosto de dois mil e vinte e seis.
A maioria dos entrevistados, 48%, afirmou que a interferência estrangeira é impossível. Sete por cento dos eleitores não souberam ou não quiseram responder à questão. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06773 de dois mil e vinte e seis.
A Quaest aplicou questionamentos distintos aos eleitores classificados como vinculados à família Bolsonaro e aos classificados como ‘lulistas’. Entre o grupo bolsonarista, sessenta e quatro por cento acreditam na possibilidade de interferência, contra trinta e um por cento que negam. No grupo lulista, o percentual se inverte, com sessenta por cento descartando a possibilidade e trinta e três por cento a considerando viável.
Dos eleitores que veem a interferência como possível, a maioria indica candidatos de direita como os principais beneficiados. Setenta e um por cento dos bolsonaristas acreditam que a influência externa beneficiará a direita. Já entre os lulistas, cinquenta e quatro por cento apontam a direita como favorecida, enquanto vinte e nove por cento indicam a esquerda.


