O mercado de agonistas GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, mudou o setor fitness brasileiro em menos de cinco anos. O valor da categoria saltou de R$ 1,8 bilhão em 2021 para cerca de R$ 10 bilhões em 2025, conforme levantamento de mercado.
Dados do Ministério da Saúde, divulgados em janeiro de 2026, indicam que a obesidade em adultos cresceu 118% entre dois mil seis e dois mil vinte e quatro. O excesso de peso atinge 62,6% da população adulta, impulsionando a busca por tratamentos farmacológicos.
Guilherme Lacerda, gerente de operações da Ultra Academia, observa que o público que antes evitava o treino por questões de peso ou dor agora acessa as academias com mais facilidade. Ele afirma que o ambiente deixa de ser visto apenas como local de emagrecimento e passa a ser reconhecido como espaço de promoção da saúde.
O executivo explica que, cientificamente, há consenso sobre a necessidade de associar o uso desses fármacos ao treinamento de força. Os medicamentos reduzem o apetite, mas parte do peso perdido pode ser massa magra, o que exige estímulo resistido para conservar a musculatura.
A rede de academias planeja orientar metas que vão além da balança, focando na preservação de massa muscular e na construção de hábitos duradouros. Lacerda conclui que, embora os medicamentos iniciem a transformação, os exercícios regulares a tornam duradoura.


