A estreia do candidato Flávio Bolsonaro, pelo Partido Liberal (PL), em um ato em Copacabana reuniu cerca de nove mil pessoas, segundo o Monitor do Debate Político da USP/Cebrap. A baixa adesão, sem a presença de Jair Bolsonaro ou Michelle Bolsonaro, gerou avaliação crítica dentro do partido sobre o modelo de mobilização.
Aliados do presidenciável apontam o alcance digital como fator de relativização da presença física. A transmissão do evento atingiu cerca de 35 mil espectadores simultâneos, um dado usado para argumentar que a mobilização não se mede apenas pela ocupação da orla. Contudo, a comparação com atos anteriores, como o de 2022, onde Jair Bolsonaro reuniu 64 mil pessoas, pesa na análise interna.
A crítica principal apontada por membros do PL é que a organização poderia ter ajustado o espaço na praia para aumentar a concentração de apoiadores, dado que um público menor era esperado. O evento, realizado no primeiro dia oficial da campanha, teve a participação limitada a aliados do Rio de Janeiro e à cúpula partidária, como Valdemar Costa Neto.
Nikolas Ferreira não participou do lançamento. Pastor Silas Malafaia recusou o convite, afirmando que o evento era um ato de campanha, mas enviou áudio manifestando apoio irrestrito ao candidato. Outro fator considerado foi o curto período de anúncio, que foi feito apenas três dias antes da data.
A escolha de Copacabana visava resgatar o simbolismo dos atos anteriores, mas o resultado deflagra discussão no PL sobre se o modelo de grandes manifestações deve ser replicado, ou se os próximos eventos devem ser dimensionados pela capacidade de mobilização própria do candidato.


