Os Estados Unidos ampliaram ofensiva contra o Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta terça-feira (18). O secretário de Estado americano, Marco Rubio, impôs sanções contra a presidente da corte, Tomoko Akane, e o procurador sênior Abdoulaye Seye. A medida visa criticar a atuação da instituição sediada em Haia.
Rubio acusou o TPI de ser uma instituição “corrupta e fatalmente politizada” que extrapolou seus poderes. Segundo o secretário, os dois funcionários foram sancionados por participarem de esforços do TPI para processar autoridades de nações que não aceitam a jurisdição da corte. O TPI respondeu que essas sanções “minam o Estado de Direito”.
A tensão entre Washington e o TPI se intensificou após a emissão de mandados de prisão em novembro de 2024 contra autoridades israelenses. Os Estados Unidos e Israel não são membros do TPI e não reconhecem sua competência, mas Washington considera a ação da corte uma ameaça ao aliado.
O governo americano já havia sancionado outros agentes da corte em ações que envolvem investigações sobre militares dos EUA no Afeganistão. O Departamento de Estado anunciou um plano para “desmantelar” o que considera uma ameaça à soberania americana, incluindo sanções e restrições de viagem contra funcionários do órgão.


