A persistência da alta do petróleo pode ampliar pressões inflacionárias e sustentar juros altos no Brasil e no exterior. A análise de Juliana Inhasz, professora de Economia do Insper, indica que a incerteza geopolítica mantém o mercado atento aos riscos da commodity.
Segundo a economista, a indefinição sobre tensões entre Estados Unidos e Irã mantém o mercado vigilante. A subida dos preços do petróleo gera pressão inflacionária que pode ir além dos combustíveis, forçando uma revisão para cima das expectativas de inflação e, consequentemente, dos juros.
A percepção de uma política monetária restritiva prolongada eleva os prêmios exigidos por investidores. Esse cenário estimula a busca por segurança, levando à redução da exposição em ativos de maior risco, especialmente em mercados emergentes. Para o Brasil, isso significa pressão sobre ações, câmbio e juros futuros.
O ambiente internacional se soma aos riscos internos da economia brasileira, como o risco fiscal e dúvidas sobre a trajetória dos juros. Juros altos diminuem a atratividade do setor produtivo, pois as empresas precisam entregar retornos maiores para compensar o risco. Isso pode levar a uma desaceleração adicional da atividade econômica.


