Bancos europeus manifestam otimismo após a Comissão Europeia prometer revisar parte de suas regras. A mudança ocorre em meio ao avanço da desregulamentação nos Estados Unidos, que alterou exigências de capital.
Slawomir Krupa, diretor-presidente da Société Générale, declarou que as propostas representam um passo firme na direção correta. As medidas podem liberar centenas de bilhões de euros em capital e liquidez que hoje estão retidos por barreiras regulatórias. O pacote executivo da União Europeia foi impulsionado por exigências de igualdade de condições frente aos concorrentes americanos.
A flexibilização nos Estados Unidos incluiu a reversão de um aumento de 16% nas exigências de capital, medida que alguns estimavam custar US$ 160 bilhões ao setor. Wall Street também obteve supervisão menos intrusiva. Na Europa, os líderes políticos apoiam a mudança, mas reguladores demonstram menor disposição para flexibilizar normas devido ao receio de futuras crises.
O Comitê de Basileia de Supervisão Bancária, órgão que elaborou as regras de capital do Basileia III, enfrenta dificuldades para promover consensos. Neil Esho, ex-secretário-geral do Comitê, afirmou que promover mudanças se tornou mais difícil do que antes. O adiamento de parte das regras globais FRTB pela União Europeia ocorreu até que houvesse clareza sobre os planos dos EUA.
Apesar do avanço, a direção europeia não é tão agressiva quanto a adotada no Reino Unido ou nos EUA. No entanto, os lobistas consideram as ações americanas um catalisador para que a Europa busque uma eficiência independente no sistema bancário global.


