Pep Guardiola admitiu em depoimento que o divórcio de sua esposa, Cristina Serra, e o esgotamento pessoal impactaram sua capacidade de motivar o time. O técnico declarou que a falta de paixão se estendeu da vida pessoal para o campo de jogo.
Guardiola, que se divorciou de Cristina Serra em dezembro de dois mil e vinte e quatro, compartilhou o sentimento com os jogadores durante uma reunião tática. Ele afirmou que, apesar do amor, o casal havia perdido a paixão. O treinador estendeu essa reflexão ao futebol, questionando os atletas sobre a origem da motivação deles.
O relacionamento entre Guardiola e Serra começou em mil novecentos e noventa e quatro e incluiu três filhos. Após a mudança para a Inglaterra em dois mil e dezesseis, a esposa retornou a Barcelona em dois mil e dezenove. Em novembro de dois mil e vinte e quatro, o treinador assinou uma nova extensão de contrato, decisão que, segundo a imprensa espanhola, contribuiu para a crise do casal.
O técnico enfrentava grande pressão em um período difícil do Manchester City, marcado por lesões e investigações de infrações financeiras. Em um relato posterior, Guardiola disse que, após uma sequência de quatro derrotas em dois mil e vinte e quatro, pensou que seria o fim. O colega Manel Estiarte confirmou a mudança no comportamento do treinador, que estava ansioso e triste.
Em novembro de dois mil e vinte e cinco, após uma derrota para o Bayer Leverkusen, Guardiola expressou seu cansaço. Ele declarou que dedicava sua vida, incluindo o divórcio e a família, ao clube, mas sentia-se esgotado. Após dez anos, Guardiola deixou o Manchester City no final da temporada dois mil e vinte e cinco/vinte e seis, com vinte troféus conquistados.


