Uma mãe denunciou que a neurologista do filho, com autismo grau três, recusou-se a atendê-lo no carro durante uma crise em Morrinhos, Goiás. A situação, que envolveu a Clínica da Mulher, gerou cobranças ao prefeito Maycllyn Carreiro, que afirmou que o atendimento foi realizado após intervenção da gestão municipal.
A denúncia surgiu após a circulação de um vídeo na terça-feira, dia 18, relatando a dificuldade da família em conseguir apoio para o menino. Segundo a mãe, a ambulância municipal também negou o transporte, levando à indignação.
O prefeito Carreiro confirmou o episódio, explicando que a médica inicialmente resistiu a ir até o veículo da família. Ele declarou que a equipe municipal convenceu a profissional, permitindo o atendimento. Carreiro justificou que a ambulância regionalizada de Itumbiara só atende casos de emergência com risco de vida, e não consultas ambulatoriais.
Em resposta à crise, o gestor municipal fez um apelo por uma política nacional para pessoas neurodivergentes, criticando a ausência de uma política eficiente no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele afirmou que Morrinhos possui um neurologista, mas que a demanda por especialistas é avassaladora.
A administração municipal, contudo, citou avanços locais. O Centro Municipal de Habilitação e Reabilitação Professora Alice Ferreira do Carmo conta com doze profissionais. Carreiro informou que, sob sua gestão, os atendimentos saltaram em 500%, e a prefeitura entregará laudos de neuroavaliação pela primeira vez no município, um exame que custa quase R$ 4 mil na rede privada.

