Praticamente uma em cada quatro empresas brasileiras ainda não simulou os efeitos financeiros da reforma tributária. A mudança, que começa em 2026 e se completa em 2033, substituirá tributos atuais por CBS e IBS, segundo levantamento da Roit.
A pesquisa, realizada pela Roit em maio e junho, ouviu setenta diretores e gestores de áreas financeira, fiscal e de tecnologia de médias e grandes empresas. O grupo de companhias analisado soma mais de R$ 2 trilhões em receitas anuais.
Os dados mostram que trinta e sete por cento dos entrevistados não avaliaram o impacto da reforma no capital de giro, especialmente devido ao mecanismo de split payment. Além disso, trinta e quatro por cento não sabem se os preços finais de produtos e serviços mudarão em 2027.
A maior parte das empresas que tentou calcular os efeitos financeiros fez isso apenas de forma preliminar, segundo o estudo. Quarenta e nove por cento estão nessa situação, enquanto apenas nove por cento chegaram a uma análise detalhada por item e fornecedor.
A preparação tecnológica também é incerta. Apenas um por cento das empresas consultadas considera sua área de TI pronta para operar com os dois sistemas tributários entre 2026 e 2033. Quarenta por cento ainda estão em fase de planejamento.


