A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recebe opiniões sobre a inclusão do cabotegravir injetável no SUS. A consulta pública, que avalia a prevenção ao HIV, fica aberta até 31 de agosto de 2026.
O cabotegravir injetável seria o primeiro medicamento de longa duração para prevenção do HIV disponível na rede pública, caso seja incorporado. O vírus segue sendo um desafio de saúde pública no país; em 2024, foram registrados 39.216 novos casos de infecção, o que reforça a importância das estratégias preventivas.
Existem outras formas de prevenção no SUS, como a camisinha e a PrEP oral. Contudo, dados apontam que mais da metade dos usuários, 55%, descontinuou o uso da PrEP oral. As taxas de abandono são maiores entre jovens, atingindo 68% de quem tem menos de dezoito anos.
Dr. Álvaro Costa, infectologista do Hospital das Clínicas, afirmou que oferecer alternativas, como a PrEP injetável, amplia a escolha dos indivíduos. Ele disse que a consulta pública assegura a participação da sociedade civil e dos profissionais de saúde no processo de decisão.
A ViiV Healthcare, empresa que detém o medicamento, foi formada em dois mil nove, resultado de uma parceria entre GSK e Pfizer. A GSK atua como distribuidora da companhia no Brasil.


