O cirurgião plástico André Melo será ouvido pela Polícia Civil do Pará nesta quarta-feira, dia 19, às 15h. A investigação apura as circunstâncias da morte da empresária Giovanna Coelho, de 29 anos, ocorrida em oito de agosto, após ela passar por quatro procedimentos cirúrgicos em um hospital particular da Grande Belém.
A Seccional do Comércio investiga o caso, que foi registrado provisoriamente com a classificação de homicídio culposo. As autoridades analisarão o atendimento prestado antes e depois dos procedimentos, além da evolução clínica da paciente até o óbito.
O prontuário médico de Giovanna é considerado peça fundamental para o inquérito. O advogado da família, Marco Pina, afirmou que os registros ajudarão a reconstruir os acontecimentos do pós-operatório. Além de Melo, o anestesista César Collyer tem depoimento marcado para o dia 24, e uma médica oncologista amiga da família também prestará esclarecimentos.
Segundo relatos apresentados pela defesa, Giovanna foi submetida a lipoaspiração, abdominoplastia, colocação de prótese mamária e enxerto nos glúteos em uma única cirurgia de cerca de quatro horas. Ela morreu no dia seguinte, por volta das 20h05.
Após a divulgação do caso, quase dez mulheres procuraram a família relatando complicações e problemas no pós-operatório com o cirurgião. Os relatos, que incluem sequelas permanentes, serão apresentados à Polícia Civil para verificação pelas autoridades.

