A Meta, dona do Instagram e do Facebook, enfrenta um novo julgamento federal nos Estados Unidos. Procuradores-gerais de vinte e nove estados afirmam que a companhia ignorou pesquisas internas sobre o vício de crianças e adolescentes na plataforma.
O processo teve início na última terça-feira, dia dezoito, em um tribunal federal em Oakland, Califórnia. Os estados acusam a empresa de desenvolver recursos que visam aumentar o tempo de tela de jovens. Documentos apresentados pelos procuradores mostram que a própria companhia discutia a relação dos adolescentes com o Instagram.
Megan O’Neill, procuradora-geral adjunta da Califórnia, declarou ao júri que a Meta conhecia os riscos, mas priorizava seus resultados financeiros. As alegações estendem-se à coleta de dados de menores de treze anos sem consentimento dos responsáveis. Os procuradores também questionam elementos do Instagram, como rolagem infinita e notificações, que incentivam o uso prolongado.
A defesa da Meta contestou as acusações, afirmando que os documentos foram retirados de contexto. Segundo o advogado Paul Schmidt, a empresa realizou pesquisas com adolescentes para buscar uma experiência mais segura. A companhia também informou que desativou mais de um milhão de contas de usuários menores de treze anos.
Os procuradores americanos estimam que uma condenação pode resultar em indenizações de até duzentos bilhões de dólares, valor equivalente à receita anual da Meta em dois mil vinte e cinco. O julgamento deve durar entre seis e oito semanas, com audiências envolvendo o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e o CEO do Instagram, Adam Mosseri.


