A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou orientações para profissionais de saúde sobre o compartilhamento de conteúdos de pacientes. O documento recomenda que não sejam postadas imagens ou experiências clínicas que possam identificar crianças e adolescentes em redes sociais ou em plataformas de inteligência artificial.
A diretriz da SBP considera inadequado o envio de imagens de crianças e adolescentes a plataformas abertas de inteligência artificial, classificando a prática como de alto risco ético. A orientação visa prevenir consequências futuras da exposição no ambiente virtual, considerando a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital.
Segundo a entidade, os riscos à imagem, à dignidade e ao desenvolvimento desse público podem crescer pela facilidade de replicação dos conteúdos em tecnologias digitais. A SBP elaborou uma lista de práticas, que vão de recomendadas a inadequadas. O uso de imagens ilustrativas de bancos autorizados é incentivado, mas a publicação de fotos de pacientes pediátricos em redes sociais profissionais é desaconselhada.
O documento é mais restritivo quanto ao uso de IA. O upload de imagens pediátricas em qualquer plataforma aberta de IA é considerado de alto risco. Compartilhar imagens clínicas em aplicativos pessoais é classificado como inadequado.
Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho de Saúde Digital da SBP, afirmou que a capacidade de discernimento das crianças é limitada. Ela disse que a autonomia para consentir é incompleta, exigindo maior proteção por parte de famílias e pediatras.


