As Forças Armadas de Israel anunciaram a abertura de investigações internas sobre mortes ocorridas em Gaza. As apurações abrangem o caso de uma menina palestina de cinco anos em janeiro de dois mil vinte e quatro e o de quinze profissionais de emergência em março de dois mil vinte e cinco.
A decisão de investigar foi tomada após análise do Mecanismo de Apuração de Fatos e Avaliação das Forças Armadas. Entre os incidentes analisados, houve um sobre sete trabalhadores da organização beneficente World Central Kitchen, mortos em abril de dois mil e vinte e quatro. Sobre este caso, as Forças Armadas declararam que não havia suspeita razoável de conduta criminosa que justificasse abertura de inquérito.
Grupos israelenses de direitos humanos afirmam que investigações por conduta criminosa contra tropas israelenses raramente resultam em condenações. Um pesquisador da organização Yesh Din disse que, na última década, apenas uma proporção ínfima das apurações gerou acusações.
Em março de dois mil vinte e cinco, quinze profissionais de saúde do Crescente Vermelho, Defesa Civil Palestina e Nações Unidas foram resgatados de uma vala no sul da Faixa de Gaza. O chefe de ajuda humanitária da ONU disse que os corpos estavam perto de veículos destruídos e alegou que eles morreram pelas forças israelenses enquanto tentavam salvar vidas.
As Forças Armadas israelenses afirmam que não atacaram civis intencionalmente durante a ofensiva em Gaza. Elas alegam que o grupo Hamas expõe civis ao risco ao utilizá-los como escudo humano.


