Um novo relatório indica que as relações de Cuba com Rússia, China e Irã podem oferecer um ponto de apoio estratégico a adversários dos Estados Unidos a apenas noventa milhas da Flórida. O documento argumenta que a crise econômica cubana não diminui o risco para a nação americana.
O estudo, elaborado pelo America First Policy Institute, afirma que Washington foca demais em questões de direitos humanos e migração, ignorando implicações de segurança nacional decorrentes dos laços de Havana com países rivais dos EUA. Tais parcerias criam oportunidades para coleta de informações, cooperação militar, operações cibernéticas e influência política perto do território americano.
A principal preocupação atual do relatório foca na China e em instalações de inteligência suspeitas na ilha. Uma análise de 18 de junho de 2026, do Center for Strategic and International Studies, apontou atividade contínua em locais cubanos aptos a coletar inteligência de sinais, alguns com possível ligação com a China.
A relação de Cuba com Moscou é mais antiga e extensa. A autora do relatório, Melissa Ford Maldonado, descreveu os países como parceiros “íntimos e confiáveis”, citando cooperação diplomática e militar, além de nacionais cubanos atuando em forças russas na Ucrânia. O Departamento de Estado dos EUA estimou que entre mil e cinco mil cubanos lutavam na Ucrânia ao lado de forças russas.
Enquanto os EUA pressionam Cuba, o país enfrenta grave crise humanitária. Relatos indicam que quedas de energia ultrapassaram vinte horas diárias na maioria das províncias, afetando produção de alimentos e turismo. Críticos da política de pressão máxima defendem que o aperto econômico agrava o sofrimento da população civil.


