As exportações brasileiras de carne bovina diminuíram 26% no balanço parcial de agosto, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O recuo ocorre devido à preocupação do setor com o fim da cota de exportação para a China, que mantém tarifa reduzida.
A média diária embarcada caiu de 12,7 mil toneladas em agosto de 2023 para 9,4 mil toneladas neste mês. Representantes da indústria afirmam que a cota destinada ao mercado chinês já foi atingida, considerando volumes enviados em julho e os que estão em trânsito. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) relatou que as autoridades chinesas indicam o uso de cerca de 90% da cota.
A medida de salvaguarda chinesa define que, dentro do limite de 1,106 milhão de toneladas, a tarifa de importação permanece em 12%. Após o esgotamento desse volume, os excedentes pagarão tarifa de 55%, o que afeta a competitividade do produto nacional.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou manter diálogo com autoridades chinesas sobre o tema. O governo brasileiro apresentou propostas para mitigar os impactos, destacando que recebeu uma cota mais de duas vezes superior à do segundo maior exportador contemplado pela medida.
A Abiec apontou que frigoríficos já adotam medidas como férias coletivas ante a expectativa de queda nas vendas ao principal mercado. O setor havia crescido cerca de 10% em volume entre janeiro e julho deste ano.


