O ex-ministro Fernando Haddad afirmou nesta quarta-feira, dia 19, que eventuais suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva e Marco Aurélio Santana Ribeiro devem ser investigadas pelas autoridades. A declaração ocorreu durante uma sabatina, onde o petista defendeu a aplicação da lei sem distinção partidária.
Haddad declarou que não cabe proteger membros de qualquer grupo político diante de denúncias de corrupção ou de suspeitas de lobby envolvendo pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse que é difícil impedir totalmente a ação de indivíduos que buscam vantagens pelo poder público, mas defendeu que irregularidades sejam apuradas e que haja responsabilização.
As falas vieram após a divulgação de mensagens apreendidas pela Polícia Federal em inquéritos sobre fraudes no INSS. Segundo informações divulgadas no domingo, dia 16, uma lobista próxima a Fábio Luís Lula da Silva teria presenteado Marco Aurélio Santana Ribeiro com joias de diamantes. Haddad negou ter visto Lula interferir em investigações para beneficiar aliados, comparando a situação a acusações feitas contra o governo Jair Bolsonaro em 2020.
Durante o debate, o petista também abordou a prisão de um vereador de São Paulo. Ele mencionou o ex-prefeito de Embu das Artes, Ney Santos, citado em suspeitas ligadas ao PCC, e exibiu uma fotografia do político ao lado do governador Tarcísio de Freitas. Haddad reforçou que a polícia deve investigar qualquer pessoa, contanto que as apurações se baseiem em provas e sigam os trâmites legais.

