Os Estados Unidos criam mais empresas unicórnio, aquelas avaliadas em mais de um bilhão de dólares, que qualquer outro país. Muitas dessas empresas nasceram de startups que receberam apoio externo e investimento. A jornada de desenvolvimento inclui, além do capital, o acesso a incubadoras e aceleradoras.
A especialista Valentina Assenova, assistente professora da Wharton School, afirmou que o capital de risco nos EUA migrou de investimentos iniciais para focar em empresas com grande potencial de crescimento. As aceleradoras, segundo ela, diminuem a incerteza nas fases mais arriscadas da criação de uma nova companhia, fornecendo orientação aos fundadores.
As incubadoras, segundo Assenova, funcionam como viveiros para novas empresas, geralmente com prazos mais longos e oferecendo infraestrutura e apoio ao desenvolvimento. A diferença reside no formato: aceleradoras comprimem anos de aprendizado em um programa intensivo e de prazo fixo.
Techstars, uma das primeiras aceleradoras, foca em oferecer uma rede de mentores de empresas estabelecidas. Já a MassChallenge, financiada majoritariamente por órgãos industriais e governamentais, busca empreendedores que resolvam desafios de mercado, focando na comercialização em vez da avaliação.
Em regiões sem ecossistema estabelecido, aceleradoras como a Tampa Bay Wave se tornam centros vitais. A organização, que opera sem fins lucrativos, ajudou empresas locais a atrair capital e talentos, impulsionando o crescimento de polos de tecnologia na área.


