Um estudo financeiro indica que converter $240.000 de uma conta de aposentadoria tradicional para Roth ao longo de nove anos pode gerar economia fiscal. Essa estratégia se aplica no período entre o fim do salário e o início das retiradas mínimas obrigatórias (RMD), conforme a legislação.
A janela de conversão se abre quando o aposentado para de receber salário e fecha quando começam as RMDs. Segundo a lei SECURE 2.0, a idade para RMD é de 75 anos para quem nasceu em 1960 ou depois. Um indivíduo que se aposenta aos 66 anos tem nove anos sem renda trabalhada, momento em que o IRS exige saques de contas com diferimento fiscal.
Ao espalhar $240.000 em nove anos, o valor anual seria de cerca de $26.667. Para um contribuinte solteiro, esse montante pode se encaixar integralmente na faixa de imposto de 12% federal, somado ao benefício do Seguro Social. A projeção aponta que o custo total de imposto sobre os $240.000 fica em torno de $29.000, pago em parcelas ao longo de quase uma década.
Quem manteve o valor em conta tradicional viu o saldo crescer, mas quando as RMDs começaram aos 75 anos, o cálculo foi feito sobre um número maior. Esse saque adicional, somado ao Seguro Social, empurra mais renda para a zona tributável e eleva a alíquota marginal.
Wes Moss, ao comentar sobre o tema, afirmou que se os impostos futuros forem mais altos, a conversão para Roth no presente pode ser vantajosa, desde que feita em parcelas para não aumentar bruscamente a faixa de tributação.

