O Bradesco BBI identificou 32 companhias listadas na América Latina com acionistas estrangeiros e potencial para aquisição. O banco aponta que as operações de fusões e aquisições crescem na região, impulsionadas pelo prêmio de valuation de empresas estrangeiras.
O mercado latino-americano registra um ciclo de M&A envolvendo empresas estrangeiras e suas subsidiárias locais. Segundo o Bradesco BBI, companhias estrangeiras usam o prêmio de valuation de suas ações para ampliar participações ou fechar o capital das subsidiárias. Movimentos recentes incluem a oferta do Santander Brasil pela participação da operação brasileira e a aquisição do controle da Brava Energia pela estatal colombiana Ecopetrol.
Outros exemplos notáveis são a união da chinesa Chinalco e da australiana Rio Tinto para assumir a produtora brasileira de alumínio CBA. O estudo do banco também lista multinacionais como Ternium, InBev, BBVA e Heineken entre aquelas com motivos para adquirir subsidiárias na região. A análise considera casos específicos, como Ternium e Usiminas, e BBVA na Argentina e Colômbia.
Além das aquisições, o BBI observou o aumento de vendas de participações por fundos de private equity. Esses fundos reduziram posições aproveitando a valorização das ações, como no caso da Smart Fit. Há também 32 empresas não listadas, chamadas unicórnios, com um valuation total de aproximadamente US$ 67 bilhões, lideradas por Rappi na Colômbia.


