Modelos de inteligência artificial utilizam a função chamada de function calling para interagir com ferramentas, bancos de dados e sistemas externos. Essa tecnologia permite que a IA busque informações ou acione tarefas sem exigir múltiplas etapas manuais.
A chamada de função possibilita ao modelo identificar a necessidade de usar uma ferramenta externa e definir os dados para a ação. Plataformas como OpenAI, Google e Anthropic já oferecem esse recurso para desenvolvedores, acompanhando a união entre linguagem natural e uso de ferramentas.
Em ambientes corporativos, um agente de IA pode consultar sistemas internos a partir de um comando de voz, como ocorre em plataformas da Senior Sistemas. O modelo não executa a função diretamente; ele indica qual ferramenta acionar e envia os dados necessários para que a aplicação realize a tarefa e retorne o resultado.
O fluxo funciona como uma troca contínua: a IA solicita o uso de uma função, a aplicação executa a ação e o resultado volta ao modelo para que a interação continue. Esse mecanismo serve para consultar bases de dados, buscar dados atualizados ou atualizar registros.
Em processos mais elaborados, múltiplas funções podem operar sequencialmente. O Google Gemini, por exemplo, admite chamadas combinadas, usando o resultado de uma etapa como base para a próxima. As ferramentas precisam ser pré-definidas, e ações sensíveis podem exigir controles adicionais, como autenticação ou aprovação humana.


