O Ministério Público Eleitoral do Paraná emitiu parecer favorável à candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado em 2026. O documento, assinado pelo procurador regional Marcelo Godoy, afirma que a exoneração do ex-procurador do Ministério Público Federal em 2021 não o torna inelegível.
O parecer foi apresentado em processo aberto por Dallagnol junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. A dúvida sobre a possibilidade de concorrer surgiu de fatos ocorridos antes das eleições de 2022. Dallagnol deixou o Ministério Público Federal em novembro de 2021, período em que havia procedimentos administrativos em andamento contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público.
Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral cassou o registro de candidatura do ex-procurador, decisão que considerou fraude à lei, pois ele havia deixado o cargo enquanto respondia a sanções disciplinares. Após essa cassação, o deputado Luiz Carlos Hauly assumiu a vaga na Câmara dos Deputados.
Contudo, o MPE apresentou um novo parecer, argumentando que a situação jurídica de Dallagnol mudou. Os procedimentos administrativos que estavam em curso foram finalizados; treze processos foram arquivados por prescrição ou improcedência, e os demais encerraram antes de qualquer risco de demissão.
A Procuradoria entende que a Justiça Eleitoral deve reavaliar a elegibilidade do ex-deputado. Dallagnol sustenta que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral em 2023 apenas impediu sua candidatura naquele pleito, sem gerar inelegibilidade para futuras eleições. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná decidirá se ele poderá registrar a candidatura ao Senado.


