O Bitcoin ultrapassou a marca de US$ 70 mil pela primeira vez em mais de dois meses, atingindo mais de US$ 71.900. A valorização foi motivada pela redução de rendimentos em títulos públicos dos Estados Unidos e por uma reunião do presidente Donald Trump com executivos do setor cripto.
O ativo subiu cerca de 4,1% na quinta-feira. O token HYPE, ligado à corretora descentralizada Hyperliquid, avançou 23% em 24 horas, após o presidente Trump sinalizar que os EUA avaliam permitir a operação da plataforma de derivativos no país. O mercado de criptomoedas reagiu positivamente aos ativos de risco, em função dos planos dos EUA de recomprar títulos do Tesouro de prazos mais longos.
De acordo com o diretor de operações da BTSE, Jeff Mei, quando os rendimentos caem e o dólar se enfraquece, os ativos de risco tendem a subir, e o Bitcoin reagiu à notícia. Rajiv Sawhney, chefe de gestão internacional de portfólio da Wave Digital Assets, afirmou que o controle da curva de juros foi um catalisador importante, com potencial para impulsionar uma alta duradoura do Bitcoin.
O sentimento positivo retornou ao mercado cripto após o encontro de Trump com executivos de empresas como Coinbase e Blockchain.com. Essa reunião reacendeu o otimismo sobre o Clarity Act, projeto de lei que trata da estrutura do mercado de criptomoedas. O projeto está travado por uma disputa sobre dispositivos de ética, mas Trump solicitou ao Senado que o aprove.
Grandes detentores de Bitcoin e investidores institucionais também voltaram ao mercado. Os 13 ETFs de Bitcoin listados nos EUA registraram captações de mais de US$ 1 bilhão nesta semana, superando saídas de US$ 389,7 milhões na semana anterior. Vladimir Tikhomirov, cofundador da Algebra, declarou que esses dados provam o crescimento constante da demanda institucional por criptoativos.


