Em 2025, 86% das magistradas brasileiras trabalhavam em tribunais que pagavam mais aos homens no mesmo cargo, segundo pesquisa do Justa. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (20), mostra que a desigualdade salarial persiste no Judiciário nacional.
O estudo, intitulado “Gênero, Poder e Remuneração nos Tribunais de Justiça Brasileiros”, analisou a mediana da remuneração de magistrados e magistradas em 25 estados entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025. A análise indica que, em 2025, nos 19 dos 25 tribunais avaliados, as juízas recebiam menos que os homens.
A disparidade também foi observada entre desembargadores, com 13 tribunais registrando salários menores para as mulheres. Em Minas Gerais, juízas de primeiro grau apresentaram a maior diferença anual, chegando a R$ 18.128,18. Em Rondônia, a diferença entre desembargadores atingiu R$ 56.863,92 por ano.
A pesquisa também identificou 14 pagamentos mensais superiores a R$ 1 milhão, todos destinados a homens. Nos dois anos analisados, pagamentos de R$ 500 mil e R$ 1,7 milhão ocorreram 83 vezes, sendo que 82% deles foram efetuados a homens.
O Justa, centro de pesquisa que atua na economia política da Justiça, realizou o levantamento com base nas folhas de pagamento públicas dos 25 estados, excluindo dados do Amapá e de Santa Catarina.

