Um estudo acompanhou mais de quatro mil e cincocentos idosos por doze anos e descobriu que a redução de quinze por cento na força muscular pode causar perda de mobilidade mais cedo no envelhecimento. A pesquisa, conduzida pela Universidade Federal de São Carlos e pela University College London, indica que monitorar a queda da força é crucial.
Os pesquisadores avaliaram a força por meio do teste de preensão manual e compararam os dados com a velocidade de caminhada dos participantes do Estudo Longitudinal Inglês do Envelhecimento (ELSA). A conclusão apontou que olhar apenas se a força está abaixo de um limite normal não basta para identificar precocemente a perda de mobilidade. É importante observar a trajetória de diminuição da força ao longo do tempo.
O teste de preensão manual é usado para medir a força geral, já que o envelhecimento afeta várias regiões do corpo. Embora valores de referência definam fraqueza muscular — como abaixo de 27 quilos para homens —, o estudo demonstrou que indivíduos acima desses limites podem perder força suficiente para afetar a mobilidade. Tiago da Silva Alexandre, professor da Universidade Federal de São Carlos, disse que a novidade está em acompanhar a mudança individual da força.
Os participantes que perderam entre 15% e 20% da força muscular tiveram uma redução média de 0,007 metro por segundo por ano na velocidade da caminhada. Essa perda acumulada, ao longo dos doze anos, atingiu 0,189 m/s, um patamar que sinaliza lentidão. Pesquisadores defendem que essa perda pode servir como alerta para intervenções como exercícios de fortalecimento e alimentação adequada.


